domingo, 27 de fevereiro de 2011

DÚVIDA






será amor
o que me dizes repetidamente?
será amor
o que tinges de branco irrefletidamente?
será amor
o que finges ser tão sutilmente?
eu já não sei
definitivamente...

Rio, fevereiro de 2011.





sábado, 26 de fevereiro de 2011

A DELÍCIA DO MAR





...e o mar deitava-se
preguiçosamente
sobre a areia de porosos grãos

...e o mar lambia
voluptuosamente
essa branca praia

...e só
escrevo para sentir
o gosto das palavras
sensuais...


Rio, fevereiro de 2011





RUMOR






o rumor da água
enxágua o silêncio



Rio, fevereiro de 2011 [sentado diante da Pedra do Arpoador]





NAUFRÁGIO







o poente do amor
não incendeia
naufraga


Rio, 18:30hs da pedra do Arpoador, fevereiro de 2011





MÚSICA








à beira-mar a lua
e essa música
tão tua...

Rio, fevereiro de 2010 [é já carnaval?]









sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

DESPERTAR






...o amor não revelado
como toda realidade é mero sonho
enclausurado

desejar e não viver é esquecer
os beijos que não dei
no tempo que passou
e não vivi

regresso agora a ti
para saber
porque ignoras essa inquieta sensação
que tenho da presença
que me negas fria e cegamente?

em tuas formas de fugir
mergulhas no silêncio
como pedra fosses
e teimosamente resistes ao sonho de sonhar

vives presa de teus mínimos sentidos
ironia resistência repetida
orgulho e insolência
no teu receio da vida que virá

há vida humana mil vozes
no mundo além de ti
onde brilha o mesmo sol que te aquece

acorda é tempo
de tornar flor o que ainda tens semente!

Rio, fevereiro de 2011




DEGREDO











o silêncio é da pedra
degredo
de nada sentir



Rio, fevereiro de 2011