terça-feira, 30 de setembro de 2025

Perplexidade

   

existo levado a pensar
nos homens que sobrevivem
e nos que se foram depois de acreditar

é preciso um sentido
das coisas que não se fazem sentir

talvez sinta esse sentido do real
alma e corpo
o visível e o invisível

e serei o poeta que amou a vida
e a viveu completa

e direi no fim que viver
é o que sei
tal como vivem flores
entre pedras que não são amores

Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2025