quinta-feira, 24 de julho de 2014

TANTA VIDA (complemento)


[complemento de um poemeto de janeiro de 2010
 - "TANTA VIDA"]





...tanta vida fugindo de meus olhos
tantos olhos postos em mim
nem tantos olhos nem tanta vida
contam o que sei assim


Rio, julho de 2014.


domingo, 6 de julho de 2014

SAUDADE



o tempo circunstancia
o espaço distancia 
a saudade que é sombra da verdade que se fez

a realidade segue o real que a imaginação tangencia
no coração os deuses continuam presentes
na expiação do pecado
capital 
de não haver juntado espaço e tempo

sofre ao Sol perde a Lua
idólatra do passsado
a saudade só

é presente sem futuro
múltiplo de si mesmo


Rio, 06 de julho de 2014



terça-feira, 10 de junho de 2014

SER


não é difícil entender laços
afetos em plena liberdade
mais difícil é compreender o tempo
ou o sonho um a cada vez

viver não é segredo quando se passa à ação
e se permitem os laços entre sonhos e ambições
e tudo mais que os humanos anseiam
no jogo de jogar a própria vida

é sempre tempo de começar
sem o constrangimento das situações
de pedras que se alevantam no caminho

basta a liberdade de ser e o direito de sonhar
basta o entendimento de que somos mortais
basta fazer do tempo uma incógnita a favor

viver não é segredo quando se tem a coragem de ser


Rio, junho de 2014




segunda-feira, 21 de abril de 2014

O AMOR


a consciência do amor é lúcida
encobre defeitos cria novos seres
nada deseja e a tudo anseia
tudo o mais é resto
escolho do que lúcido se importa

hesitante espera mas não cede
entrega-se ao amor
e dele vive
é eterno porque dura
e duradouro guarda em si o universo
do amor sem conta 

Rio, 21 de abril de 2014


domingo, 30 de março de 2014

HESITAÇÃO



derrama-se o mar de madrugada 

águas vêm e voltam
sobre a plácida praia
imaculada
movimento da hesitação 
que é vida

Rio, março de 2014.



domingo, 23 de março de 2014

UM HOMEM



insubmisso
o homem não se curva ao vento
o homem não se curva à chuva
não se curva ao gelo do inverno
nem ao calor asfixiante do verão 
sobrevive à própria consciência 
que o perturba
que o absolve ou condena

sozinho
esse homem trás em si a força de ser 
inquebrantável força 
supera o que o ataca 
ultrapassa os limites dos anos
nunca se abate
e avança para  mudar seu destino
para não se arrepender depois
do que poderia ter sido e não foi

apaixonado recomeça com novas ideias
nunca estrangeiro a si mesmo
abre as janelas da vida
para apurar o conhecimento do mundo
e recusar o medo
que as coisas humanas trazem para assustar-nos
e descansa por haver escolhido o caminho
o único caminho atento
para tudo entender e nada esquecer

esse é um forte.

Rio, março de 2014.

sexta-feira, 14 de março de 2014

DE MINHA JANELA

da janela vejo o mar aberto
e um ângulo de praia
ilhas ao largo 
amarras
que dão vida à eternidade

faz sol (quase o tempo todo)
e tempestades no verão

sopra a brisa sudoeste
úmida a areia nova
penso em ti tal como Caieiro

tu me trouxeste a natureza
e a beleza

dias e noites costuram-me à vida
alegrias e tristezas
só minhas por amor talvez platônico

e tu oh sol
aquece a dor e o prazer
para alongar sob o céu azul
padrões de minha solidão

não troco minha Ipanema por nada
traz-me paz e garante o desejado fazer nada
desfila ali a meninada
sarada

que mais desejar na vida longa
o "brouhahá" alegre da praia
a noite calma
e o silêncio do ir e vir suave 
do mar a derramar-se 

Rio, março de 2014.