sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

DESPERTAR






...o amor não revelado
como toda realidade é mero sonho
enclausurado

desejar e não viver é esquecer
os beijos que não dei
no tempo que passou
e não vivi

regresso agora a ti
para saber
porque ignoras essa inquieta sensação
que tenho da presença
que me negas fria e cegamente?

em tuas formas de fugir
mergulhas no silêncio
como pedra fosses
e teimosamente resistes ao sonho de sonhar

vives presa de teus mínimos sentidos
ironia resistência repetida
orgulho e insolência
no teu receio da vida que virá

há vida humana mil vozes
no mundo além de ti
onde brilha o mesmo sol que te aquece

acorda é tempo
de tornar flor o que ainda tens semente!

Rio, fevereiro de 2011




DEGREDO











o silêncio é da pedra
degredo
de nada sentir



Rio, fevereiro de 2011





quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

SONHO E REALIDADE





[a um amigo querido]



Feliz quem tem um sonho
E que faz dele sua meta

Fortes são os que a fraqueza assola, mas decidem caminhar com passos firmes;
Sério é viver problemas, mas entender que vida sem problemas não existe;
Parabéns para os que não desistem, apesar das tentações;

Homem será aquele que afasta as pedras do caminho e, determinado, avança!



Rio, junho de 2010/ fevereiro de 2011




Obs: Este texto foi inspirado em um outro, anônimo,
aparecido na Internet e atribuído falsamente a Mário Quintana.
Em junho do ano passado tomei dele duas idéias como base e redigi o que aí está.
Este não é plágio, mas devo fazer referência ao outro.







LUZ E SOMBRA




a Jung, Ianê, Nydia
e Regina Teixeira [foto]


...e a luz se fez
em plena escuridão
essa luz é onda
música e sombra


Rio, fevereiro de 2011



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

PIPA







em busca de minha infância perdida
a pipa flutua inconstante no ar
não é ave mas vida

Rio, fevereiro de 2011






domingo, 20 de fevereiro de 2011

SAUDADE DIFUSA







saudade é mistério do tempo
antiga angústia da vidraçaria negra
entre a realidade e a vida

não sou eu mas outro
quem sente
fechada e cruel
a realidade concreta

despencam a prumo idéias
vertigem sem razão
entre a razão e a tempestade

estou isolado
por não dizer o que penso

a paranóia agride fria
essa palavra que não diz

saudade de não recuperar o tempo
saudade lúcida e louca
do que não está
mas existe

a saudade não mede distâncias
como num manicômio
onde a ausência está presente

nesta saudade falta objeto

diz o poeta
"despe-te
não há outro caminho"


Rio, fevereiro de 2011.





sábado, 19 de fevereiro de 2011

PAZ






A pedido de Ianê Mello,
um quase haikai



o homem se faz barco
para melhor navegar
a sua Paz


Rio, fevereiro de 2011