segunda-feira, 10 de agosto de 2026

NADA

 


nada digo

porque não sei o que dizer

tudo passa

porque o tempo não me permite viver 


o que tenho levarei comigo

pouco neste poema

nada fora de hora


mas é real a hora

nem é memória 

deste tempo de vida

pouco muito pouco 

de verdade não é nada


Rio de Janeiro, 10 de agosto de 2026




FIM

   

nada aconteceu 

tudo passou

nem houve tempo de saber

cada fato

no entreato acabou


tão rápido

nem sobrou a palavra

para dizer o quê 


como dizer

a hora que passou


o tempo é agora

não o que perdi

nem o amanhã que ainda não há


é quase noite

o fim se vai

nada resta


Rio de Janeiro, 10 de agosto de 2026