terça-feira, 11 de agosto de 2026

ACASO

 

não falo porque não posso
do acaso da vida
da amarga dor não sentida
no ocaso presumida

sossego nos versos de outrora
sossego não nego
só que em tempo vivido
lá fora

não se aborreçam com ela (a vida)
não no sem sorte dela (sentida)

tudo que é sonhado
tem matriz
mas o poeta é um louco
e vive do pouco um pouco

Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2026

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