não falo porque não posso
do acaso da vida
da amarga dor não sentida
no ocaso presumida
sossego nos versos de outrora
sossego não nego
só que lá fora
não se aborreçam com ela
não no sem sorte dela
nem na realidade da morte
tudo que é sonhado
tem matriz no ser amado
mas o poeta é um louco
e vive do pouco um pouco
Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2026
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