espero
o dia que não viráa noite que tudo cessarálonga espera na desesperançade meus diastão carentes do solsereno nada queroexceto o horizonte do marRio, janeiro de 2009
ninguém lê meus versosmas insisto quando sintoin-tui-ti-va-men-teo desejo de escrevê-lostalvez nada digamtalvez digam tudotalvez maus sejam bonsou vice-versamas pereçam bem sem nenhum malcada um tem sua razãoe talvez sua belezamas não me escondemnem me revelamescrevo-os como espelhos da memóriaàs vezes da lembrançacomo um ritoagrada-me a idéia de que passemna ironia de escrevere deixar soprar o ventoLondres, junho de 2008.
deixei perderem-se momentossegundos e minutos tantosareia que se esvaiclepsidra que me domina inteiro como hidrae tudo o tempo perdeo que ficouo que sobroumistério perecívelcomo o ventoLondres, junho de 2008.
nunca terei certeza de haver vividoLondres, junho de 2008.
perco-me no mistério dos versosescrevo sem os ter na lembrançadoces melancólicos duros pessimistasexistemdeuses não há que os inspiremnem o passado nem o destino ou o fadonem sou eu que os penseo que são os versos?Londres, junho de 2008.
os instrumentos são meusmas o pianosó tuas mãos de ternurasoam a música que é tuaLondres, junho de 2008.
eu tramava a aventurasem saber queplanejadaera imposturaLondres, junho de 2008.