"Porém, pera cantar de vosso gesto a composição alta e milagrosa, aqui falta saber, engenho e arte." Luís de Camões ... assim encontrareis aqui palavras magoadas a tornar o fogo frio e dar descanso a minha alma condenada ...
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
CANSAÇO
terça-feira, 23 de novembro de 2010
SE EU ABRIR OS OLHOS
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
AMOR À VIDA
sábado, 23 de outubro de 2010
FALO [recordando]
Falo (Sinto?), texto de 1999.
Falo do sentimento cruel da incerteza.
Falo de falo, do membro viril que a vida enche de beleza em sensações tanáticas de gozo.
A cada amor a cena repetida.
Sinto gente que existe. Sinto da sintonia entre vida e vida. Falo da construção do sentimento, em falas éticas que ouso lembrar à vida bem vivida.
Falo e sinto,
Sinto e falo.
Falo, minto.
Que posso mais?
Nada.
Rio, dezembro de 1999
CÉU ABERTO [recordando]
CÉU ABERTO, texto de VULCANO, livreto de 2004,
escrito em Santorini, Grécia,
sob o impacto da aridez e isolamento da ilha vulcânica.
Dia claro, invisível, puro espaço
aberto sobre o mar azul em vaso côncavo
de terras altas, secas, pedregosas, duras,
tingidas de estrias brancas longas frias
nas agudas cristas, tensas montarias.
Ícones.
O ar e o mar, o céu, omitindo estrelas,
mescla no horizonte azul e azul, um tênue cinza,
planeta e cobertura universal
fundidos em manto entreaberto,
céu e mar.
Barcos silenciosos singram esteiras de trilhas percorridas,
espumas do passar passando
um passado navegando,
mansamente,
o mundo.
Sol, mar, o ar translúcido, sonha o homem
estrelas ociosas,
sentimentos,
onde tudo não é mais que o pensamento
de Um que dorme e nos recria
ao som da música do vento.
Santorini, junho de 2004.